Quem acompanha o noticiário econômico desta semana percebeu logo o burburinho gerado pelo novo relatório de perspectivas globais do Banco Mundial, que ajustou a projeção de crescimento do Brasil para 2,1% em 2026 e acendeu o alerta sobre como os juros altos e o aperto nas contas freiam o país. Pegando carona nesse cenário de orçamento apertado, marcado pelo recente bloqueio de cerca de R$ 16,1 bilhões para cumprir as regras fiscais, o pessoal da extrema direita voltou a bater na mesma tecla de sempre, dizendo que a tábua de salvação seria cortar serviços essenciais e passar a faca nos investimentos públicos. Vestindo a fantasia de defensores da pureza das contas, esse discurso ultraliberal ignora de propósito os números de verdade para tentar empurrar uma agenda de desmonte estatal que só interessa a quem quer lucrar com o caos. Olhando para a questão por um ângulo puramente técnico, essa promessa de passar a tesoura em tudo desconsidera completamente a forma como o multiplicador fisca...
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