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Desarmando Narrativas: A Falácia da Tesoura Cega - Por Que Cortar o Estado Não Resolve as Contas

Quem acompanha o noticiário econômico desta semana percebeu logo o burburinho gerado pelo novo relatório de perspectivas globais do Banco Mundial, que ajustou a projeção de crescimento do Brasil para 2,1% em 2026 e acendeu o alerta sobre como os juros altos e o aperto nas contas freiam o país. Pegando carona nesse cenário de orçamento apertado, marcado pelo recente bloqueio de cerca de R$ 16,1 bilhões para cumprir as regras fiscais, o pessoal da extrema direita voltou a bater na mesma tecla de sempre, dizendo que a tábua de salvação seria cortar serviços essenciais e passar a faca nos investimentos públicos. Vestindo a fantasia de defensores da pureza das contas, esse discurso ultraliberal ignora de propósito os números de verdade para tentar empurrar uma agenda de desmonte estatal que só interessa a quem quer lucrar com o caos. Olhando para a questão por um ângulo puramente técnico, essa promessa de passar a tesoura em tudo desconsidera completamente a forma como o multiplicador fisca...

Desmistificando o mito do sonho americano

Cresci ouvindo e consumindo a ideia de que os Estados Unidos eram a terra absoluta da oportunidade, o lugar onde qualquer pessoa, com um pouco de suor, virava o jogo e vencia na vida. Confesso que eu mesmo comprava essa narrativa sem grandes questionamentos. Afinal, a cultura pop, os filmes e o marketing global repetem isso à exaustão. Só que, conforme fui avançando na faculdade, lendo dados reais e estudando economia política, percebi que a realidade lá fora é bem diferente do que passa na tela de cinema. É verdade que os impostos sobre a renda parecem menores do que os nossos. Mas essa suposta vantagem fiscal evapora rapidinho quando você olha para o custo de vida real de um trabalhador médio. Saúde privada caríssima, aluguéis absurdos, o peso da dívida estudantil e o preço da alimentação comem a renda das famílias de um jeito assustador. A verdade é que o custo para sobreviver nos EUA é altíssimo, e a rede de proteção social é frágil. Isso escancara uma desigualdade brutal, principa...